Minha árvore genealógica: parte 1 (Ema Taner de Andrade)

Minha árvore genealógica: parte 1 (Ema Taner de Andrade)

Quando eu estava na 4ª série, fiz um trabalho sobre genealogia, eu lembro até hoje, peguei uma cartolina branca, desenhei vários “quadradinhos” e escrevi o título: “Árvore genealógica da minha família.”

Eu sempre quis conhecer mais sobre a história dos meus ancestrais, ou seja, eu não estou falando daquela família mais próxima: mãe, pai, irmãos e primos de primeiro grau. Eu queria conhecer as histórias daqueles que vieram antes deles.

Resumindo um pouco o meu contexto familiar: sou a caçula de 4 irmãos, não cheguei a conhecer nenhum dos meus avôs (tanto o pai da minha mãe quanto o do meu pai, faleceram antes do meu nascimento).

O problema é que eu não tinha muitas informações e nem sabia por onde começar a pesquisa, mas começou ali uma certeza dentro de mim: conhecer a história dos meus antepassados. Naquela época, eu não tinha acesso à internet e muito menos tinha algum conhecimento sobre como buscar esse tipo de informação.

Não que hoje eu seja uma especialista, mas é claro que, atualmente, com a possibilidade de uma pesquisa online, é muito mais fácil acessar informações como: notícias antigas de Curitiba (cidade em que nasci e vivo até hoje), registros de nascimento e óbito (sim, eu descobri detalhes importantes em uma certidão de óbito antiga), menções em jornais, acesso à lista de imigrantes e até mesmo em registros de batismo.

Atualmente, existem diversas ferramentas online voltadas para a genealogia. À medida que os dados familiares são inseridos, novas informações aparecem automaticamente. Optei pelo FamilySearch por ser gratuito, intuitivo e mantido por uma rede de voluntários. Embora tenha testado uma alternativa paga, os resultados do FamilySearch mostraram-se mais completos.

Ruas de Curitiba que carregam o sobrenome Tanner

Passei 1 ano pesquisando os dois lados da minha família, mas o lado dos “Tanner” foi o que mais consegui informações. Minha primeira descoberta foi que 3 ruas de Curitiba carregam o sobrenome Tanner (uma delas leva o nome do meu bisavô paterno). Se você é curitibano(a), pode ser que já conheça essas ruas, mas eu não sabia.

  • Rua Francisco Tanner em Colombo;
  • Rua Jorge Tanner no bairro Portão;
  • Rua Ema Taner de Andrade em Campo Largo.

Obs.: não consegui confirmar se a Rua Jorge Tanner refere-se ao mesmo Jorge (pai do meu tataravô) que faz parte da minha árvore genealógica. Já as outras ruas, confirmei e realmente fazem referência ao meu bisavô Francisco e minha tia-bisavó, Ema.

Quero deixar aqui a minha homenagem à Ema, eu não conhecia a história dela, mas preciso compartilhar com vocês um pouco do que descobri. Afinal, ela merece todas as melhores homenagens possíveis! Ema teve uma vida dedicada ao próximo, atuando como parteira e curandeira.

Ema

Ema Taner de Andrade construiu uma trajetória marcada pela empatia e pelo cuidado com o próximo ao atuar como parteira em Campo Largo.

Sua dedicação ia além da realização dos partos, incluindo o acompanhamento das mães no período pós-parto, o preparo de remédios caseiros e o suporte emocional às famílias.

Mesmo enfrentando desafios pessoais, como a criação dos filhos após ficar viúva, manteve seu compromisso em ajudar quem precisava, tornando-se uma referência de solidariedade, dedicação e humanidade na comunidade onde viveu.

A denominação da rua em homenagem a Ema foi oficializada pela Lei Municipal nº 861, de 4 de junho de 1990. De acordo com a Folha de Campo Largo (2023), ela chegou a ser reconhecida em vida com uma placa de Menção Honrosa, e seu falecimento marcou profundamente a comunidade. Recentemente, a Câmara Municipal de Campo Largo voltou a falar sobre ela em um post relacionado ao Dia Internacional da Mulher.

Fiquei muito emocionada em conhecer a história da Ema (irmã do meu bisavô Francisco Tanner). Em breve, eu volto com a segunda parte e mais curiosidades sobre a minha árvore genealógica.