“Ela morreu no meu parto”. Era o que minha mãe sempre escutava do pai dela quando perguntava sobre sua avó. Sempre que eu perguntava sobre minha bisavó, minha mãe também comentava a mesma coisa. E, para a época em que ela viveu, era muito comum que os registros familiares se perdessem, exceto nas famílias mais ricas. Essas, sim, tinham mais facilidade em registrar memórias.
Já vou entregando aqui o pequeno plot twist desta parte da história: além de ela não ter morrido no momento do nascimento do meu avô, ela tinha tido mais um filho, e minha mãe passou todos esses anos sem nem saber que esse tio existia.
A minha bisavó tinha falecido precocemente, sim, mas não foi na hora do parto do primeiro filho dela (meu avô). Na verdade, a Maria (esse era o nome da minha bisavó) faleceu quando meu avô tinha 2 anos e o meu tio-bisavô tinha apenas alguns meses de vida. O mais estranho? Ambos faleceram no mesmo ano: 1988. Inclusive, outra coincidência (bizarra até) é que aquele tio que ela nunca conheceu ou ouviu falar faleceu no mesmo dia em que um dos meus irmãos nasceu.
E como eu descobri essas informações? Com a criação da minha árvore genealógica, é claro!
Graças a essa pesquisa, também descobri que:
- meus dois bisavôs se chamavam Francisco (nomes bem comuns para a época);
- além de ser descendente de alemães, também sou de italianos;
- de acordo com alguns documentos, um dos meus ancestrais italianos (Gottardo Casagrande) foi um dos fundadores dos bairros Pilarzinho e Santa Felicidade em Curitiba.
E você? Já montou sua árvore genealógica e fez alguma descoberta interessante?

